Empreender não é fácil, ainda mais ter que dar conta do marido, dos filhos, da casa e talvez de um outro emprego. Mas com apoio, entusiasmo e dedicação você pode realizar seu sonho.
Nossa história hoje é de uma baita radialista e empreendedora de 34 anos que já navegou por diferentes trabalhos e hoje se dedica a seu filho Heitor de dois anos e meio, ao seu negócio Salto Fino, a rádio Costa do Sol onde ouvimos sua voz que está marcada na mente do povo Araruamense.
Estamos falando de uma mulher que alegra os ouvintes todos os dias, a Janaína Andrade, radialista da Rádio Costa do Sol. Ela conta que na pandemia do novo Coronavírus, recebeu mensagens de várias pessoas falando que ela estava alegrando os dias. “As pessoas entram em contato através da rádio e
das mídias sociais falando que eu alegrei o dia, que saiu da depressão porque me ouviu, só com um bom dia meu.
Isso para mim é mais que gratificante, isso para mim é ter certeza de que realmente eu nasci para isso. É um gatilho para eu sempre estar sempre fazendo o meu melhor. O que faz eu me realizar todos os dias é fazer as pessoas felizes.”
Mas sua vida nem sempre foi ligada a rádio. Ela conta que já empreendeu em vários segmentos desde quando era mais nova. E já trabalhou outras vezes com a voz no telemarketing que entrou com 18 anos e saiu 8 anos depois. Trabalhou como gerente bancária e, por fim, caiu nas graças da comunicação.
Teve passagem nas rádios da Band e Record e, em um grande evento de empreendedores no Rio, teve a sacada de fazer encontros voltados para mulheres e o nomeou de Salto Fino.
“Eu tinha um programa na Record e na Band que chamava Esporte Fino, eram mulheres falando de futebol, de esporte. Daí eu falei, vai ser Salto Fino. É um salto que as mulheres vão dar. Salto fino porque é elegante. Não tem nada a ver com padrão de beleza, se é gorda, baixa, magra, enfim…”
Tudo aconteceu em 2015 e o sucesso foi tão grande que começou a se expandir e a “embrionar encontros na Baixada Fluminense, em Niterói, São Gonçalo. Aquilo para mim foi tão gratificante.” Janaína relata que algumas mulheres a alertavam que estavam copiando sua ideia e ela sempre dizia: “não é imitar. Essa é a minha missão: tudo que é bom a gente tem que multiplicar.”
Desde que inaugurou o Salto Fino ela se pergunta: “o que que a gente está fazendo de diferente na vida das mulheres? Está levando autoestima? Então é Salto Fino para cima delas e vamos levantar a autoestima das mulheres. Vamos realizar as mulheres brasileiras e a gente vai dominar o mundo!”
Já em 2018, com o seu filho Heitor com poucos meses de vida e ainda sendo amamentado, a até então empreendedora, foi chamada para trabalhar na mesa redonda de mulheres na Fox Sports durante a Copa do Mundo. “Foi uma coisa que, se eu pudesse voltar na máquina do tempo, toda vez eu voltaria para junho de 2018 para eu ter o gostinho da Copa do Mundo de novo.”
E sugere que a “cada Copa do Mundo vai ser um degrau que, nós mulheres, vamos galgar mais ainda e vamos arrebentar. Eu achei fantástico.” Percebeu, nesse momento, que o real machismo está nas mulheres. “O machismo e a resistência que eu sinto no mundo do jornalismo esportivo vem mais de mulher do que de homem. O julgamento, o pré-conceito”, relata Janaína que já viu “caras e bocas, de telespectadores e de ouvintes.
A radialista fala que não nasceu em “berço de ouro” e sempre teve que correr atrás de suas conquistas. “Nada na vida é fácil. E eu digo que meu sobrenome depois do Andrade vem Resiliência. Eu acho que o grande potencial da minha vida é eu ter sempre um espírito alegre.
De eu pegar o limão e fazer a limonada. Claro que a gente é carne e osso, às vezes a gente ficatriste, respira fundo e (a tristeza) vai embora. E quando eu olho para trás eu falo, ‘caraca’, EU NÃO DESISTI.”
Quer saber o que a Janaína sempre fala para a mulherada nos encontros e eventos? “Mulheres que Realizam são aquelas que se realizam primeiro dentro dela para depois realizarem fora e, assim, ser luz onde chegar. Para mim, isso daí é fundamental. E pé no chão, humildade e resiliência porque quem desce não sabe como subir. Tem que descer para dar um salto.”
Também relata que as “mulheres deixam muito a vida sentimental influenciar o profissional.” E conclui dizendo que a esposa tem que ter uma conversa franca com o marido. “Não quero ficar no seu pé e nem quero ser cabeça, quero estar do seu lado. Quero estar junto contigo e vamos fazer parceria. Grandes mulheres que conheço tem grandes homens do lado. E não desistir nunca! Não desistam!”
Como as palavras finais da Janaína, concluo que independentemente da posição profissional de uma mulher devemos sempre apoiá-las em suas escolhas, tentarem ser menos machistas quando uma mulher está numa posição que é dominada por homens.
Se você é homem e está lendo esse texto, entenda que as mulheres não querem pegar “seu lugar”. Se você for casado, aprenda a ouvir sua esposa e deixe ela fazer suas escolhas. Motive-a a ser uma mulher digna de ocupar seu próprio espaço profissional.
E se você for mulher lembre-se: as mulheres sempre estarão do seu lado. Como a Janaína disse e complementou: as mulheres vão dominar o mundo para transformá-lo em um lugar com mais amor e igualdade para todas as pessoas, independente de gênero, cor, classe e religião.
Se inspire na história da radialista e empreendedora Janaína Andrade e reescreva uma nova história para sua vida!
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